Tecnologias para uso racional da água na cafeicultura

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O Dia de Campo na TV vai falar sobre tecnologias para o uso racional da água na cafeicultura, desenvolvidas por instituições integrantes do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. As instituições têm buscado na tecnologia soluções para o uso racional da água, que é indispensável no dia a dia do campo para a manutenção das lavouras. As tecnologias contribuem com a produtividade e a qualidade do café e ajudam a reduzir os custos de produção, contribuindo com o aumento da renda dos cafeicultores e a sustentabilidade da cultura.

Estresse hídrico – Há mais de dez anos, pesquisadores do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, iniciaram estudos sobre a melhor forma de irrigar lavouras. A pesquisa se desenvolveu na Embrapa Cerrado, em Brasília/DF, com o objetivo de melhorar a produtividade e, principalmente, a qualidade dos frutos. A partir daí, teve início a pesquisa do estresse hídrico controlado, que mudou a tradicional cultura da irrigação durante todo o ano. A técnica consiste em suspender a irrigação entre os meses de junho e setembro. O objetivo é sincronizar e uniformizar o desenvolvimento dos botões florais e dos frutos. Esse processo permite a obtenção de mais de 85% de frutos cerejas no momento da colheita, o que é uma vantagem para a produção de cafés especiais, de maior valor agregado no mercado. Além disso, a tecnologia reduz o consumo de água e os custos de produção e aumenta a produtividade em torno de 15%. Representa mais qualidade à produção, e com investimento zero para o produtor.

Sistema de Limpeza de Águas Residuárias (SLAR) – Outra técnica importante é o cuidado dispensado durante a fase de pós-colheita do café. O processamento dos frutos do cafeeiro por via úmida –  que consiste na lavagem, descascamento e separação da casca – é uma atividade com alto consumo de água e geração de água residuária. Para reduzir o volume de água usada no processamento do café, foi desenvolvido o Sistema de Limpeza de Águas Residuárias – SLAR, que permite a economia de água em até 76%. O sistema, já disponível para todos cafeicultores, faz remoção de resíduos, permitindo a recirculação da água do processamento dos frutos de café. O material é usado depois na fertirrigação e na adubação orgânica das lavouras de café e de outras culturas. A cada nova recirculação da água, eleva-se a concentração de nutrientes.

Polímero hidrorretentor – Espécie de gel desenvolvido pela Universidade Federal de Lavras, é uma tecnologia que permite o plantio antecipado do café, antes do período das chuvas. A planta ganha uma reserva de água para uso durante a estiagem, o que permite melhor pegamento das mudas e redução do replantio. A aplicação do polímero hidrorretentor é fácil e vem sendo usado em plantios de café –  desde a formação da muda até a implantação da lavoura, em áreas de sequeiro. A tecnologia também permite que a cultura se desenvolva de forma mais uniforme.

Participaram dessas pesquisas a Embrapa Café, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo – IFES. Além deles, contribuíram com as tecnologias a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, a Universidade Federal de Viçosa – UFV e a Universidade Federal de Lavras – Ufla. Todas as instituições fazem parte do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

O Dia de Campo na TV Tecnologias para uso racional da água na cafeicultura foi produzido pela Embrapa Informação Tecnológica em parceria com Embrapa Café (Brasília/DF), Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

visto em https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/6311680/tecnologias-para-uso-racional-da-agua-na-cafeicultura

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