Nem só de alimentação humana vive o agronegócio!

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De uma produção agrícola que precisará sustentar mais de 9 bilhões de pessoas em cerca de 30 anos, combater a fome em torno de 1 bilhão de pessoas no mundo; cresce de maneira intensa a alimentação para os pets, os animais de estimação.

No Brasil o faturamento com comida para pets é de R$ 11 bilhões ao ano, num negócio total de pets que movimenta mais de R$ 16 bilhões ao ano. Temos 40 milhões de cães nesse mercado e 25 milhões de gatos. E a tendência será o predomínio dos gatos. Ou seja, pra já, são 65 milhões de pets consumidores.

O Brasil, como a sétima economia do mundo, tem o segundo maior mercado pet do planeta (7% do total). Só perdemos para os Estados Unidos ( 33% do total). Redes varejistas americanas chegam a ter até 2 mil pontos de vendas. Aqui, essa capilaridade está ainda no início, com organizações como a Cobasi e Pet Center Marginal, com menos de 30 lojas. Produtos se sofisticam. A argamassa da comida dos pets vai mobile casino na base dos grãos, da soja e do milho, proteína e energia. Mas agregam valor com frutas tropicais, e insumos que facilitam o funcionamento dos intestinos e na higienização de dentes.

A Marfrig vai lançar hambúrguer para cães. Da mesma forma representará extrair mais lucro de um boi. Raspas de ossos se transformam em ossinhos mastigáveis, e partes não nobres do boi podem virar produtos de valor, petiscos, bifes, num processo de compra cada vez mais apaixonado, humanizado e emocionalizado, como na relação humana e seus bichos.

A Abinpet, Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, avalia em R$ 315,00 por mês o custo de um cachorro de grande porte. Se você tem um Golden Retriever, por exemplo, em seu apartamento, faça as contas, com certeza o dobro disso.

O Brasil representa 55% do mercado de pets da América Latina. O ano passado o setor cresceu 8%, e neste ano o setor deverá seguir aquecido, com investimentos empresariais no ramo: Nestlé, por exemplo, e a Mars, com marcas como Pedigree e Whiskas.

A razão disso? Urbanização e o preenchimento do que o psiquiatra e filósofo Viktor Frankl, criador da logoterapia poderia dizer: preenchimento de vazio existencial. Minha mulher trouxe um Golden Retriever para o apartamento. Com certeza amigos, a vida muda, e como muda!

visto em http://revistaplasticultura.com.br/nem-so-de-alimentacao-humana-vive-o-agronegocio/

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