Em São Paulo, produtor aposta nas baby leafs hidropônicas

O agricultor Cláudio Makoto, de Biritiba Mirim, usa o sistema de Hidroponia há 17 anos. Segundo ele, a sua intenção era diversificar a produção aproveitando o espaço nas estufas, além da economia de 90% de água que tem por trabalhar com os hidropônicos.

Disso surgiu a ideia das baby leafs há três anos depois de uma visita a um outro agricultor. As Baby Leafs são hortaliças colhidas mais cedo que o normal. Elas crescem nas canaletas até ficarem com 6 centímetros, em média, e após isso já podem ir para comercialização. No sítio em Biritiba Mirim, tem alface crespa roxa, agrião e até couve mizuna, que é uma variedade japonesa.

Como as sementes são as mesmas, o plantio é muito parecido também: a máquina preenche as bandejas com turfa canadense. Depois, em cada célula são colocadas as sementes e por cima uma camada de um tipo argila para manter a umidade nessa primeira fase do ciclo, as baby leafs ficam nas bandejas por 12 dias no verão e 15 no inverno.

Depois vão paras as canaletas onde passam o mesmo número de dias da etapa anterior. “Por ela ser muito rápida, 15 dias, praticamente não pulverizamos nada. Ela é totalmente natural. O que mais atrapalha na nossa produtividade é a parte de insetos”, conta o agricultor.

Os agrônomos consultados dizem que as baby leafs, além de macias, tem um teor de vitamina maior que as hortaliças grandes. Hoje o sítio já fornece baby leafs para clientes do Vale do Paraíba, do ABC Paulista e da capital.

O preço de R$2,80 cada bandeja com 28 babies. São vendidas 1.300 embalagens por mês. Ainda que o negócio represente só 3% do faturamento da propriedade, o produtor diz que valeu apostar. O tamanho menor das hortaliças é uma qualidade inversamente proporcional à rentabilidade que elas trazem para o sítio.

visto em http://www.revistahidroponia.com.br/noticias/noticia.php?noticia=28448

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