CAMPANHA ALERTA SOBRE OS RISCOS QUE SEMENTES PIRATAS CAUSAM AO AGRONEGÓCIO

A ação faz parte de uma força-tarefa iniciada no mês passado e que já levou denúncias ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) de produtores que estariam prática a venda ilegal de sementes.

A campanha é estrelada pela dupla humorística de Mato Grosso ‘Tchó e Béppi’. Os humoristas e jornalistas Luciano Vendrame (Tchó) e Fabinho Mezzacasa (Béppi) interpretam personagens descendentes de italianos. “Os personagens são dois descendentes de italianos nascidos, criados e ‘mal educados’ na roça. Que vieram para a cidade, mas a roça não saiu deles. A ideia é retratar de forma bem humorada um assunto sério que é utilizar sementes piratas”, explicou Luciano Vendrame.

Segundo o presidente da Aprosmat, Carlos Ernesto Augustin, ao fazer a campanha, a entidade pretende ampliar a discussão e o alerta aos produtores. “Temos uma série de problemas com essa prática ilegal. Entre eles, o risco da chegada e disseminação de pragas que ainda não foram registradas em terras mato-grossenses; a evasão fiscal, pois esse produto não tem nota; a falta de informação sobre a procedência do produto. Ou seja, a comercialização das sementes piratas põe em risco o agronegócio brasileiro”, afirmou.

BIOTECNOLOGIA – A campanha criada pela agência Amarelo Laranja enfatiza a necessidade de clareza na procedência das sementes. Isso porque, segundo a Aprosmat, quando o produtor adquire semente de qualidade e procedência comprovada está contribuindo com o avanço da biotecnologia. “Temos produto no mercado que evita pelo menos cinco aplicações de veneno, ou seja, o produtor deixa de gastar com aplicação, ganha na lavoura. Por isso, é importante reconhecer a biotecnologia como aliada do setor produtivo. Quando se adquire semente pirata se deixa de contribuir com esse avanço”.

Ele lembra que até mesmo financeiramente não compensa arriscar.  “Quando o produtor adquire as sementes ele já paga pelos royalties, e quando salva também faz um recolhimento. Se ele não fizer isso vai ter que pagar diretamente na moega o equivalente a 7,5% sobre o que produzir, o que mostra que nem financeiramente compensa seguir pela ilegalidade”, alerta o presidente.

visto em http://www.ruralnoticias.com/paginas/noticias.asp?p=2082015_CAMPANHAALERTASOBREOSRISCOSQUESEMENTESPIRATASCAUSAMAOAGRONEGOCIO.html

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